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A gestão de riscos no setor público é um processo sistemático e contínuo para identificar, avaliar, tratar e monitorar potenciais eventos ou incertezas que possam impactar o alcance dos objetivos das organizações governamentais. Os riscos estão frequentemente relacionados a:
Alcance de políticas públicas: Eficácia de programas sociais, de saúde ou educação.
Conformidade legal: Cumprimento de leis de licitações, transparência e responsabilidade fiscal.
Reputação institucional: Percepção da sociedade sobre a integridade e eficiência do órgão.
Uso de recursos: Desperdício, corrupção ou alocação ineficiente de verbas públicas.
Gerir riscos é indispensável na administração pública porque serve como um pilar fundamental para a modernização e eficiência do setor público, abordando diretamente a redução de falhas, a melhoria contínua de processos, o fomento à transparência, a prevenção de irregularidades e o fortalecimento da governança.
Os fundamentos e conceitos centrais da gestão de riscos fornecem uma estrutura essencial para que as organizações identifiquem, avaliem, priorizem e mitiguem incertezas, protegendo seus objetivos estratégicos. Os elementos-chave incluem:
Probabilidade: Refere-se à estimativa da chance ou frequência com que um evento de risco específico pode ocorrer. É uma medida da incerteza, geralmente expressa em termos qualitativos (baixa, média, alta) ou quantitativos (percentagem, número de vezes por ano).
Impacto: Descreve a consequência ou o efeito resultante caso o evento de risco se materialize. O impacto pode ser medido em diversas dimensões, como financeira, reputacional, operacional, legal ou de segurança, e ajuda a determinar a gravidade do risco.
Apetite a Risco: É a quantidade e o tipo de risco que uma organização está disposta a aceitar na busca de seus objetivos estratégicos. É uma diretriz de alto nível estabelecida pela governança, que informa a tomada de decisão e a alocação de recursos.
Controles Internos: São as políticas, procedimentos, sistemas e atividades implementados pela organização para gerenciar riscos e garantir a realização dos objetivos. Eles atuam para prevenir a ocorrência de eventos de risco ou mitigar seu impacto caso ocorram.
Planos de Resposta: Estratégias e ações predefinidas para lidar com riscos específicos que foram identificados e avaliados. As respostas comuns incluem aceitar o risco (conviver com ele), mitigar (reduzir probabilidade/impacto), transferir (passar o risco a terceiros, como por meio de seguros) ou evitar (eliminar a atividade de risco).
Avaliação Contínua: O processo iterativo de monitorar, revisar e atualizar o perfil de risco da organização e a eficácia das medidas de controle. A gestão de riscos não é um evento único, mas um ciclo dinâmico que se adapta a novas informações e mudanças no ambiente interno e externo
A gestão de riscos no setor público brasileiro é orientada por um conjunto de normas, diretrizes e legislações que buscam aprimorar a governança, a eficiência e a transparência. Os principais pilares incluem o Decreto nº 9.203/2017, instruções normativas da CGU e frameworks internacionais como a ISO 31000 e o COSO ERM.
Decreto nº 9.203/2017: Este é um marco fundamental que institui a política de governança da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. O decreto torna obrigatória a adoção de práticas de gestão de riscos e controles internos, visando aprimorar a entrega de serviços à sociedade.
Instrução Normativa Conjunta MP/CGU nº 1/2016: Emitida pelo então Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e a Controladoria-Geral da União (CGU), esta IN dispõe sobre a necessidade de sistematizar práticas relacionadas à gestão de riscos, controles internos e governança no âmbito do Poder Executivo federal.
Portarias e Orientações da CGU: A CGU emite portarias e guias específicos que detalham a metodologia e os critérios para a implementação da gestão de riscos e programas de integridade, como a Portaria CGU nº 1.089/2018.
ABNT NBR ISO 31000:2018: Esta norma internacional fornece diretrizes genéricas e princípios para a gestão de riscos, aplicáveis a qualquer tipo de organização, incluindo o setor público. Ela orienta sobre a estrutura e o processo de gerenciamento de riscos (identificação, análise, avaliação, tratamento, comunicação e monitoramento).
COSO ERM (Enterprise Risk Management): O framework do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission é uma referência amplamente utilizada, inclusive no setor público brasileiro, para orientar a integração da gestão de riscos à estratégia e ao desempenho da organização. Ele foca em controles internos e na produção de relatórios financeiros confiáveis, mas foi expandido para uma gestão de riscos corporativos mais abrangente.
A governança e a gestão de riscos são elementos intrinsecamente ligados que, juntos, formam a espinha dorsal de uma organização resiliente e bem-sucedida. A governança estabelece a estrutura e a direção, enquanto a gestão de riscos fornece as ferramentas para navegar na incerteza e proteger o valor da organização.
A conformidade (compliance) no setor público e sua integração com a gestão de riscos são elementos cruciais para a prevenção de irregularidades, fraudes e corrupção. A gestão eficaz de riscos é a base sobre a qual se constroem programas de compliance robustos.
A política de gestão de riscos em órgãos públicos no Brasil é um processo sistemático e contínuo que visa identificar, analisar, avaliar, tratar e monitorar os riscos que possam impactar o alcance dos objetivos institucionais. Ela é regida por normas como o Decreto nº 9.203/2017 e a Instrução Normativa Conjunta MP/CGU nº 1/2016, e segue diretrizes de padrões internacionais como a ABNT NBR ISO 31000.
As etapas práticas da gestão de riscos no setor público seguem um ciclo contínuo: Identificação, Análise, Avaliação, Tratamento, Monitoramento e Comunicação, conforme diretrizes do governo, com foco em estabelecer o contexto, mapear ameaças e oportunidades, entender sua probabilidade e impacto, definir ações de resposta (mitigar, transferir, aceitar, evitar), acompanhar sua efetividade e manter as partes interessadas informadas, garantindo a melhoria contínua dos processos e a governança.
Os órgãos públicos enfrentam uma variedade de riscos práticos em suas operações diárias. Abaixo estão exemplos concretos para cada categoria mencionada, ilustrando como esses riscos podem se manifestar no setor público:
Erros administrativos decorrem de falhas processuais, humanas ou sistêmicas na gestão diária:
Pagamentos Indevidos: Um erro no sistema de folha de pagamento de um ministério pode resultar em pagamentos a servidores já exonerados ou no cálculo incorreto de benefícios, gerando prejuízos financeiros e necessidade de processos de recuperação de valores.
Atraso na Concessão de Serviços: A demora na análise de pedidos de aposentadoria pelo INSS devido a sistemas ineficientes ou falta de pessoal suficiente, resultando em acúmulo de processos e insatisfação dos cidadãos.
Gestão Ineficiente de Estoques: Uma secretaria de saúde que gerencia mal o estoque de vacinas ou medicamentos, resultando na expiração dos produtos antes do uso ou na falta de suprimentos essenciais em momentos críticos.
Os riscos de contratação estão ligados a processos licitatórios e gestão de contratos, que são áreas de alta vulnerabilidade:
Licitações Viciadas: Um edital de licitação para obras públicas que contém cláusulas restritivas, direcionando indevidamente a vitória para uma empresa específica, o que pode levar a contestações legais e projetos superfaturados.
Contratos Mal Gerenciados: Uma prefeitura que contrata uma empresa para manutenção de estradas, mas não fiscaliza a execução do serviço, resultando em qualidade inferior ao contratado ou medições de serviços não realizados.
Incapacidade Técnica do Contratado: Contratar uma empresa de tecnologia da informação sem a devida verificação de sua capacidade técnica, resultando em um sistema público que não funciona, atrasos na implementação e desperdício de recursos.
A fraude no setor público envolve atos intencionais de desonestidade visando ganhos pessoais ou coletivos indevidos:
Desvio de Verbas: Esquemas de corrupção onde recursos destinados a áreas como educação ou saúde são desviados por funcionários públicos ou em conluio com empresas contratadas, muitas vezes por meio de obras “fantasmas” ou superfaturamento.
Nepotismo e Favorecimento: Contratação de parentes ou amigos para cargos comissionados sem a qualificação necessária, ou uso de influência política para beneficiar terceiros em processos seletivos ou licitações.
Manipulação de Dados: Falsificação de dados de atendimento ou desempenho para cumprir metas e receber bônus de produtividade ou para mascarar a ineficiência da gestão.
Riscos operacionais referem-se a perdas resultantes de processos internos inadequados ou falhos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos:
Falhas de Segurança da Informação: Um ataque cibernético (ransomware) aos sistemas de um tribunal de justiça, que pode criptografar dados processuais críticos, interromper o acesso aos serviços e potencialmente comprometer informações confidenciais.
Desastres Naturais: Uma inundação que danifica arquivos físicos importantes em uma repartição pública ou destrói infraestrutura essencial, como postos de saúde ou escolas, interrompendo serviços essenciais.
Falta de Continuidade de Negócios: A inexistência de um plano de contingência para crises, como a pandemia de COVID-19, que deixou muitos órgãos públicos despreparados para o trabalho remoto ou para a rápida adaptação dos serviços.
Os riscos de imagem (ou reputação) surgem de percepções negativas do público que podem erodir a confiança na instituição:
Escândalos de Corrupção: A divulgação na mídia de investigações sobre corrupção em um alto escalão do governo, mesmo antes de um julgamento, pode manchar irrevogavelmente a imagem do órgão e a confiança pública.
Atendimento ao Cidadão Precário: Vídeos ou relatos virais nas redes sociais mostrando filas intermináveis, servidores mal-educados ou condições insalubres em uma unidade de saúde pública, gerando revolta e críticas generalizadas.
Respostas Inadequadas a Crises: A comunicação ineficaz ou a resposta lenta de um órgão de defesa civil a um desastre, o que pode levar à percepção de incompetência e descaso com a população afetada.
Riscos legais envolvem a possibilidade de sanções, multas ou responsabilidades decorrentes de violação de leis, regulamentos ou obrigações contratuais:
Não conformidade com a LGPD: O vazamento de dados pessoais de cidadãos de uma base de dados do governo devido à falta de medidas de segurança, resultando em multas pesadas sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ações Judiciais por Erro Médico: Um hospital público enfrenta processos judiciais milionários devido a casos de negligência médica ou erros cirúrgicos, resultando em condenações e custos indenizatórios elevados.
Desrespeito a Direitos Trabalhistas: Um órgão público que não cumpre as normas trabalhistas para seus funcionários ou terceirizados, gerando passivos trabalhistas e condenações na Justiça do Trabalho.
O setor público enfrenta desafios únicos em Gestão de Riscos, que requerem conhecimento especializado para navegar eficazmente. Este curso, liderado pelo Ministro Augusto Nardes, patrono da EBRADI, oferece uma introdução abrangente à gestão de riscos no setor público, capacitando profissionais a identificar, avaliar e mitigar riscos de forma eficiente e ética.
A gestão de riscos no setor público é crucial para a sustentabilidade financeira e operacional das entidades governamentais e para a proteção dos interesses públicos. Este curso equipa os participantes com as ferramentas necessárias para implementar estratégias de gestão de riscos que aumentam a eficiência e a transparência, ao mesmo tempo em que reduzem as vulnerabilidades.
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A assinatura digital é um conjunto de dados criptográficos incorporados a um documento. Por essa razão, precisa de estar no ambiente digital, uma vez que há necessidade de softwares e sistemas específicos ler e compreender estes dados criptografados. O papel não é capaz de guardar a criptografia que garante a autenticidade da certificação digital. O Diploma Digital é um XML com assinatura digital e carimbo de tempo ICP-Brasil. Ao imprimir, estes dispositivos deixam de existir e passam ser apenas uma cópia não assinada e sem validade jurídica. O MEC, preocupado com toda essa questão, elucidou esse problema ao permitir que os alunos tenham uma cópia impressa com as mesmas características do diploma físico, o que denominamos Representação Visual Diploma Digital – RVDD. Esta RVDD, terá as mesmas características do diploma físico que você conhece e que sua instituição adota. A diferença é que esta representação visual terá dois mecanismos para fazer essa ligação do mundo real para o virtup al. A RVDD apesar de não ser o diploma, ela é a interface para remeter, com auxílio do QR Code por exemplo, para onde estará o seu Diploma Digital dentro desse universo eletrônico, de forma rápida, prática e segura. Somente de posse do seu QR Code ou do código de validação do seu diploma será possível ter acesso ao seu XML do Diploma Digital.