Conhecimento como compromisso: o que Coimbra me ensinou sobre Direitos Humanos? 
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Conhecimento como compromisso: o que Coimbra me ensinou sobre Direitos Humanos? 

06 ago 2026
EBRADI
EBRADI
5 min
Conhecimento como compromisso: o que Coimbra me ensinou sobre Direitos Humanos? 

“Case-se com os seus objetivos e permaneça comprometido, e seja leal aos seus sonhos.” 

Essa é uma frase que sempre fez sentido para mim. Talvez porque os sonhos nunca tenham se realizado por acaso, mas pelo compromisso diário com o estudo, o trabalho e a convicção de que a educação transforma vidas. Hoje, ao concluir o Curso de imersão e intensivo em Direitos Humanos na Universidade de Coimbra em parceria com a Ebradi em Portugal, realizo também a minha iniciação ao Mestrado em Direitos Humanos, percebo assim que realizei e estou no caminho de realizar mais um sonho. Mas, acima de tudo, compreendi que algumas conquistas mudam muito mais do que o currículo. Elas transformam a forma como enxergamos o mundo e a responsabilidade que assumimos diante dele.

Estudar na Universidade de Coimbra, uma das mais tradicionais instituições de ensino da Europa e referência histórica para a formação jurídica dos países de língua portuguesa, foi uma experiência que ultrapassou qualquer expectativa acadêmica. Mais do que assistir a aulas e aprofundar conhecimentos, vivi dias de intensa troca de experiências com pessoas de diferentes culturas e realidades. Cada conversa, cada debate e cada perspectiva ampliaram minha compreensão sobre aquilo que significa, verdadeiramente, falar em Direitos Humanos.

Ao iniciar essa jornada, acreditava que sairia com novos conhecimentos. Retorno, entretanto, com algo muito maior: um senso renovado de responsabilidade.

Durante essa imersão, uma reflexão de Eduardo Marinho passou a fazer ainda mais sentido para mim:

“Se eu tive acesso à universidade e a conhecimentos que são negados à maioria, eu tenho uma dívida com essa maioria, e não um sentimento de superioridade.”

Essa frase sintetiza aquilo que considero ser a verdadeira finalidade da educação. O conhecimento técnico e acadêmico não pode servir apenas para acumular títulos, prestígio ou reconhecimento profissional. Seu maior valor está em transformar realidades, reduzir o impacto das desigualdades e democratizar oportunidades. Caso contrário, perde parte de sua razão de existir.

Vivemos em uma sociedade profundamente desigual. Ter acesso à educação de qualidade, especialmente em instituições de excelência, ainda é um privilégio para muitos. Justamente por isso, acredito que todo conhecimento adquirido deve ser compartilhado e colocado a serviço da coletividade. Estudar nunca pode significar afastar-se das pessoas; pelo contrário, deve aproximar-nos ainda mais das necessidades humanas.

Como advogada, essa percepção tornou-se ainda mais evidente. O Direito, sobretudo quando voltado à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade, não pode ser reduzido à aplicação fria das normas. Por trás de cada processo existe uma história, uma família, um trabalhador, uma pessoa com deficiência, um idoso, alguém que deposita na Justiça a esperança de ver sua dignidade respeitada. É impossível estudar Direitos Humanos e retornar à prática profissional da mesma maneira.

Essa compreensão encontra fundamento no próprio ordenamento jurídico brasileiro. A Constituição Federal de 1988 elevou a dignidade da pessoa humana à condição de fundamento da República, em seu artigo 1º, inciso III, reconhecendo que todo o sistema jurídico deve existir em função da pessoa e da proteção de seus direitos fundamentais. Mais do que um princípio constitucional, a dignidade humana representa um compromisso ético permanente: lembrar que nenhuma decisão jurídica pode perder de vista aquele que será diretamente afetado por ela.

Ao mesmo tempo, a experiência em Coimbra reforçou uma percepção essencial: o acesso ao conhecimento deve caminhar ao lado do acesso à Justiça. Afinal, os Direitos Humanos somente se tornam efetivos quando deixam o plano das declarações e alcançam a vida concreta das pessoas. Essa reflexão, tão presente na tradição acadêmica da Universidade de Coimbra, faz compreender que estudar Direito é, antes de tudo, estudar pessoas.

Na advocacia previdenciária, essa premissa se revela diariamente. Defender direitos sociais é, antes de tudo, defender pessoas. Cada benefício negado injustamente, cada barreira de acesso à Justiça e cada situação de exclusão social demonstram que os Direitos Humanos não pertencem apenas aos livros ou às salas de aula. Eles se concretizam, ou deixam de se concretizar nas decisões administrativas, judiciais e também na forma como cada profissional escolhe exercer sua profissão.

Foi justamente essa percepção que me fortaleceu. Mais do que formar especialistas, a experiência convida à reflexão sobre qual legado pretendemos deixar por meio do conhecimento que adquirimos.

Ao longo dessa jornada, também tive o privilégio de conhecer pessoas extraordinárias. Histórias diferentes, culturas distintas e experiências compartilhadas mostraram que a diversidade não nos afasta; ela amplia nossa capacidade de compreender o outro. Talvez essa seja uma das maiores lições dos Direitos Humanos: reconhecer que a dignidade da pessoa humana é universal justamente porque cada indivíduo é único.

Costuma-se dizer que devemos “casar com os nossos objetivos”. Hoje, compreendo essa expressão de forma ainda mais profunda. Permanecer fiel aos próprios sonhos exige disciplina, coragem e constância. Exige estudar quando ninguém está vendo, abrir mão de comodidades e acreditar que o esforço diário vale a pena. Os sonhos não se realizam por acaso; eles são construídos.

Ao olhar para trás, vejo que essa conquista representa muito mais do que uma certificação internacional. Ela simboliza um compromisso renovado com a educação, com a ética e com uma atuação profissional cada vez mais humana.

Ao final, recordo outra frase que também me inspira e foi reforçada durante as aulas, da clássica tira Peanuts (criada por Charles M. Schulz). Na história original, a personagem Lucy pergunta ao Charlie Brown: “Por que você acha que estamos aqui na Terra?” e ele responde de forma sincera: “Para fazer as pessoas felizes”; e completo, e para ser feliz.

Talvez seja exatamente esse o sentido do conhecimento: aprender para servir, crescer para compartilhar e evoluir para transformar.

Volto de Coimbra muito feliz, com novos colegas, novas perspectivas e ainda mais motivada a seguir estudando. Mas volto, principalmente, convicta de que o verdadeiro valor de qualquer título não está no reconhecimento que ele proporciona, e sim na responsabilidade que ele impõe.

Os sonhos podem, sim, ser realizados. Acredite neles. Lute por eles. Estude muito. E, quando eles acontecerem, faça com que cada conquista seja também uma oportunidade de tornar o mundo um pouco mais justo para aqueles que caminham ao nosso lado. Porque os títulos podem enriquecer um currículo; mas, o conhecimento aliado ao compromisso tem o poder de transformar vidas.

Karen Cardoso, advogada, Pós-Graduada em Direito Previdenciário, especialista em Direitos Humanos, com iniciação ao Mestrado em Direitos Humanos, coordenadora jurídica no setor de benefícios previdenciários. Atua na defesa de direitos sociais, com foco em benefícios previdenciários e assistenciais, conciliando prática jurídica, consultoria, pesquisa e educação como instrumentos de promoção da dignidade da pessoa humana.

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1. EBRADI é online?

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2 Quando iniciam as aulas?

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3. Qual a validade do diploma digital?

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4. O que significa “até 40% de bolsa”?

Significa que o percentual total máximo oferecido durante a campanha pode chegar até 40% de desconto. Essa condição será disponibilizada em cursos selecionados, para pagamento à vista ou em até 12 parcelas no cartão de crédito. O percentual aplicável e o valor final serão informados na página de cada curso.
Campanha válida para novas matrículas realizadas de 01/08/2026 a 31/08/2026.

5. Todos os cursos de pós-graduação possuem 40% de bolsa?

Não. Todos os cursos participantes terão bolsa de, no mínimo, 25%.
Em cursos selecionados, a bolsa inicial será maior e, com a aplicação do desconto adicional de 15% vinculado à forma de pagamento, o benefício total chegará a 40%.

6. Como funciona e quais formas de pagamento dão direito aos 15% adicionais?

O desconto adicional de 15% será concedido para pagamentos realizados à vista ou em até 12 parcelas no cartão de crédito (consumindo o limite do cartão).
Os percentuais são aplicados sucessivamente, e não somados.

7. Por que uma bolsa de 25% mais 15% não corresponde a 40%?

Porque o desconto adicional de 15% incide sobre o valor que já recebeu a bolsa inicial, e não sobre o preço original.
Por exemplo, em um curso com preço de referência de R$ 1.000,00:
• após a bolsa de 25%, o valor passa a ser R$ 750,00;
• o desconto adicional de 15% corresponde a R$ 112,50;
• o valor final será de R$ 637,50;
• o benefício total efetivo será de 36,25%.
Nos cursos selecionados, a bolsa inicial será superior, permitindo que o benefício total alcance 40%.

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