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Como se preparar para a 2ª fase da OAB: formato da prova, plano para a reta final, regras do vade mecum, dicas por área e o que fazer depois.
A reta final para a 2ª fase da OAB exige uma preparação diferente daquela realizada na prova objetiva. No 47º Exame de Ordem Unificado, a etapa prático-profissional será realizada em 18 de outubro de 2026, das 13h às 18h, e terá duração de cinco horas. A prova será composta por uma peça profissional, valendo 5 pontos, e quatro questões discursivas, de até 1,25 ponto cada. Para ser aprovado, o examinando precisa alcançar pelo menos 6 pontos, sem arredondamento.
Neste momento, não basta ampliar indiscriminadamente o volume de conteúdo estudado. É necessário treinar a identificação da peça, a construção do raciocínio jurídico, a fundamentação das respostas e o uso estratégico do material de consulta, sempre respeitando as regras do edital. A administração do tempo também passa a ter papel central, já que apenas o caderno de textos definitivos será considerado na correção.
Por isso, organizar os últimos dias de estudo pode fazer diferença na preparação. Confira, a seguir, como funciona a 2ª fase do 47º Exame, como treinar a peça e as questões, quais cuidados observar com o Vade Mecum, como dividir as cinco horas de prova e o que levar no dia do exame.
A prova prático-profissional do 47º Exame de Ordem acontece em 18 de outubro de 2026, das 13h às 18h, pelo horário oficial de Brasília.
Os portões serão fechados às 12h30, e o edital determina que o examinando compareça ao local com antecedência mínima de uma hora e meia em relação ao fechamento dos portões. Na prática, isso significa planejar a chegada para, no mínimo, 11h.
A avaliação é dividida em duas partes:
peça profissional: 5 pontos;
quatro questões discursivas: até 1,25 ponto cada.
A soma total corresponde a 10 pontos, e a nota mínima para aprovação é 6 pontos.
A estrutura torna evidente a importância da peça, que representa metade da pontuação da prova. Por isso, a identificação correta do instrumento jurídico a ser elaborado deve fazer parte do treinamento desde o início da preparação.
A preparação para a 2ª fase deve reproduzir, sempre que possível, as condições reais do exame. Isso significa não apenas estudar conteúdo, mas praticar a leitura de enunciados, a identificação da medida adequada e a elaboração da resposta dentro das limitações de tempo e espaço.
A peça profissional vale 5 pontos. O edital estabelece que, quando a peça escolhida for inadequada para a solução do problema, nas hipóteses previstas no próprio edital, poderá ser atribuída nota zero.
A indicação correta da peça é analisada conjuntamente com o respectivo fundamento legal.
Por isso, o treinamento deve começar pelo enunciado. Antes de escrever, procure identificar quem é o cliente, qual é a situação jurídica apresentada, o que aconteceu anteriormente, qual providência é necessária e qual instrumento processual corresponde ao problema.
Mais importante do que memorizar modelos isolados é reconhecer os elementos que diferenciam uma peça da outra.
As quatro questões discursivas têm valor máximo de 1,25 ponto cada e devem ser respondidas dentro do limite de 30 linhas por questão.
Qualquer trecho que ultrapasse a extensão máxima será desconsiderado para fins de avaliação.
Na prática, uma boa resposta deve ser objetiva, mas juridicamente fundamentada. O edital informa que a mera transcrição de dispositivos legais, sem justificativa e desenvolvimento do raciocínio jurídico, não gera pontuação.
Por isso, o treinamento deve combinar três elementos: identificação do problema, indicação do fundamento jurídico e aplicação da norma à situação apresentada.
O cuidado com a forma de preenchimento também faz parte da preparação. O caderno de textos definitivos não pode conter assinatura, rubrica, palavra ou marca que permita identificar o examinando em local indevido.
A presença de marca identificadora nas folhas destinadas às respostas pode levar à anulação da prova e à eliminação.
Quando a peça ou uma resposta exigir assinatura, o edital determina o uso apenas da expressão “ADVOGADO…”. Outra assinatura recebe nota zero no texto correspondente.
Também é importante lembrar que o caderno de textos definitivos é o único documento válido para correção. O rascunho é facultativo e não será considerado pela banca.
O material de consulta pode facilitar a localização de dispositivos durante a prova, mas precisa seguir rigorosamente as regras do edital.
O Anexo III permite a consulta a legislação não comentada, não anotada e não comparada, além de determinados códigos, súmulas, enunciados, orientações jurisprudenciais, precedentes qualificados, regimentos, resoluções e outros materiais expressamente previstos.
Também são permitidos recursos simples de organização, como marca-texto, traços, remissões isoladas a artigos ou leis, clipes para separação dos códigos e determinados separadores produzidos por editoras, desde que respeitados os limites estabelecidos pelo edital.
Há uma regra particularmente importante: o examinando não pode utilizar suas próprias intervenções para criar roteiros ou estruturas de peças processuais. O fiscal poderá impedir o uso do material quando entender que determinada remissão foi utilizada para burlar as regras de consulta.
Entre os materiais e procedimentos proibidos estão:
Códigos comentados, anotados ou comparados com organização voltada a roteiros de peças;
Materiais com jurisprudência organizada para consulta;
Anotações pessoais;
Transcrições e cópias reprográficas;
Post-its produzidos pelo próprio examinando;
Livros de doutrina;
Revistas, apostilas e informativos;
Legislação comentada, anotada ou comparada.
O edital também proíbe o uso de calculadoras e materiais que não tenham sido expressamente autorizados.
Outro ponto de atenção é a atualização legislativa: as normas que entrarem em vigor depois da publicação do edital, assim como alterações posteriores, não serão objeto de avaliação nem consideradas para fins de correção.
O próprio edital determina que é vedada a atualização da legislação pelo examinando.
Por isso, não basta possuir um Vade Mecum completo. É fundamental verificar previamente se a edição e as marcações utilizadas estão de acordo com as regras específicas do 47º Exame.
O edital estabelece cinco horas de prova, mas não determina quanto tempo o examinando deve dedicar a cada parte.
Assim, qualquer divisão de tempo é apenas uma estratégia possível de organização.
Uma distribuição proporcional à pontuação e que reserva espaço para revisão pode ser:
Etapa | Tempo sugerido |
Leitura do enunciado e identificação da peça | 15 minutos |
Elaboração da peça profissional | 2 horas |
Quatro questões discursivas | 2h20 |
Revisão e conferência | 25 minutos |
Total | 5 horas |
O principal cuidado é não deixar a transcrição para o final sem uma margem de segurança.
Como somente o caderno de textos definitivos será corrigido e não haverá substituição do caderno por erro do examinando, o tempo precisa contemplar a redação definitiva.
A reta final também deve considerar as particularidades da área escolhida. Os preparatórios da EBRADI para a 2ª fase trabalham elaboração de peças, resolução de questões práticas, exercícios e simulados, com professores especializados em cada disciplina.
Com Elisson Costa, a preparação deve priorizar a leitura cuidadosa do enunciado e a identificação da medida adequada, especialmente porque a escolha da peça depende das características do problema apresentado.
O treinamento também deve reforçar a localização rápida dos fundamentos legais.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Administrativo: curso online da EBRADI, com 26 horas de duração e foco em peças, questões práticas, exercícios e simulados.
Com Jairo Postal Júnior e Márcio Pereira, o treinamento deve combinar domínio da estrutura das peças com resolução de casos práticos.
Na reta final, vale concentrar os esforços na identificação do instrumento jurídico e na organização da resposta de maneira objetiva e fundamentada.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Civil: curso online da EBRADI, com 85 horas e preparação voltada à elaboração de peças e respostas a questões práticas.
Com Eduardo Rodrigues dos Santos, a preparação deve enfatizar a fundamentação jurídica e a capacidade de aplicar os conhecimentos constitucionais ao problema concreto apresentado pela banca.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Constitucional: curso online da EBRADI, com 43 horas, incluindo peças, questões práticas, simulados e exercícios.
Com Aarão Ghidoni Miranda e Cadu Witter, é importante transformar o conhecimento teórico em resolução prática.
O treino de peças e questões deve ser acompanhado da revisão dos fundamentos jurídicos mais utilizados na área.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Empresarial: curso online da EBRADI, com 52 horas, voltado ao treinamento de peças, questões e situações práticas.
Com Heloiza Meroto de Luca e Jamili Simões, a reta final deve combinar identificação da peça, domínio do conteúdo penal e processual penal e treinamento de respostas fundamentadas.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Penal: curso online da EBRADI, com 68 horas, contemplando elaboração de peças, questões práticas, exercícios e simulados.
Com Natacha Slusarenko, o treino deve envolver tanto a estrutura das peças quanto o domínio da legislação trabalhista utilizada durante a prova.
Exercitar a localização dos dispositivos e a elaboração das respostas dentro do espaço disponível pode ajudar a tornar o uso da legislação mais eficiente.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito do Trabalho: curso online da EBRADI, com 71 horas e foco em peças processuais, questões práticas, doutrina, jurisprudência e exercícios.
Com Felipe Pelegrini Bertelli e Rubens Ferreira Júnior, vale reforçar o raciocínio aplicado aos problemas concretos, associando legislação, processo tributário e fundamentação das respostas.
Preparatório OAB – 2ª Fase – Direito Tributário: curso online da EBRADI, com 80 horas e preparação para elaboração de peças, resolução de questões práticas, simulados e exercícios.
Na 2ª fase do 47º Exame, organização também significa chegar ao local com antecedência e conferir previamente os materiais.
Antes de sair de casa:
programe-se para chegar com pelo menos 1h30 de antecedência em relação ao fechamento dos portões, ou seja, por volta das 11h, já que os portões fecham às 12h30;
leve documento oficial de identidade com foto, em original;
leve caneta esferográfica azul ou preta, de material transparente;
confira previamente o Vade Mecum e demais materiais de consulta;
não leve celular ou outros aparelhos eletrônicos para a prova;
não leve relógio de qualquer espécie, óculos escuros ou acessórios de chapelaria;
não utilize lápis, lapiseira, borracha ou corretivo durante a realização do exame.
O edital determina permanência mínima de duas horas após o início da prova. O caderno de rascunho somente poderá ser levado pelo examinando que permanecer até os últimos 60 minutos do exame, a partir das 17h.
A aprovação na 1ª fase pode ser reaproveitada uma única vez no Exame subsequente, conforme as regras do Exame de Ordem.
Portanto, quem foi aprovado na 1ª fase do 47º Exame e não for aprovado na 2ª fase poderá utilizar esse resultado para participar da 2ª fase do 48º Exame, observadas as regras e os procedimentos específicos de inscrição.
O 48º Exame de Ordem Unificado já teve seu edital de abertura publicado pela OAB. A prova objetiva está prevista para 10 de janeiro de 2027, enquanto a prova prático-profissional está prevista para 28 de fevereiro de 2027.
O procedimento de reaproveitamento depende do edital complementar correspondente. Por isso, o candidato deve acompanhar as publicações oficiais da OAB e da FGV para verificar prazos, requisitos e eventual taxa aplicável.
18/10/2026: divulgação do padrão de respostas preliminar;
12/11/2026: divulgação do resultado preliminar da 2ª fase;
13 a 15/11/2026: prazo para interposição de recursos;
03/12/2026: divulgação do resultado final do 47º Exame de Ordem.
A FGV prevê a divulgação do padrão de respostas preliminar em 18 de outubro de 2026, mesma data da prova, e do resultado preliminar da 2ª fase em 12 de novembro de 2026.
O prazo para recursos contra o resultado preliminar está previsto para 13 a 15 de novembro de 2026. O resultado final do 47º Exame está previsto para 3 de dezembro de 2026.
Assim que a prova terminar, é importante guardar a documentação e acompanhar os canais oficiais da OAB e da FGV.
Para quem for aprovado, o próximo passo será dar continuidade aos procedimentos necessários para a inscrição nos quadros da OAB.
Para quem precisar realizar a repescagem, a atenção deve se voltar ao edital complementar e ao calendário específico do 48º Exame.
Também é possível aproveitar o período pós-prova para manter a preparação profissional, seja por meio de cursos livres, seja pelo aprofundamento em uma área específica do Direito.
A preparação para a 2ª fase da OAB na reta final precisa combinar conhecimento jurídico, prática e controle do tempo.
A prova exige que o candidato reconheça a peça adequada, desenvolva respostas fundamentadas e respeite uma série de regras formais que podem interferir diretamente na correção.
Por isso, os últimos dias devem ser dedicados menos à tentativa de absorver todo o conteúdo novamente e mais ao aperfeiçoamento daquilo que efetivamente será executado no dia da prova: leitura de enunciados, identificação da peça, consulta eficiente à legislação, resolução de questões e treinamento dentro das regras do edital.
A EBRADI oferece preparatórios específicos para as sete áreas disponíveis na 2ª fase, com conteúdos voltados ao desenvolvimento prático e à preparação para a prova.
Quer intensificar sua preparação para a reta final do 47º Exame? Conheça os Preparatórios OAB da EBRADI e encontre a formação correspondente à sua área de 2ª fase.
O resultado preliminar da prova prático-profissional do 47º Exame de Ordem está previsto para 12 de novembro de 2026. O edital também prevê recursos de 13 a 15 de novembro e resultado final em 3 de dezembro de 2026.
Podem ser consultados, dentro das regras do edital, legislação não comentada, códigos nos formatos autorizados, súmulas, enunciados, orientações jurisprudenciais e outros materiais expressamente previstos. São proibidos, entre outros, doutrina, jurisprudência, anotações pessoais, legislação comentada ou anotada, cópias reprográficas e materiais utilizados para estruturar roteiros de peças.
Além disso, o candidato deve levar documento oficial de identificação com foto e caneta azul ou preta de material transparente. Celular, relógio, lápis, borracha, corretivo e outros itens expressamente proibidos não podem ser utilizados durante a prova.
Quem foi aprovado na 1ª fase do 47º Exame e não for aprovado na 2ª fase pode reaproveitar essa aprovação uma única vez no exame seguinte, observadas as regras do edital complementar. A 2ª fase do 48º Exame está prevista para 28 de fevereiro de 2027.
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