Coimbra e a humanização do Direito: reflexões sobre a formação jurídica a partir de uma experiência em Direitos Humanos. 
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Coimbra e a humanização do Direito: reflexões sobre a formação jurídica a partir de uma experiência em Direitos Humanos. 

10 ago 2026
EBRADI
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5 min
Coimbra e a humanização do Direito: reflexões sobre a formação jurídica a partir de uma experiência em Direitos Humanos. 

Em uma sociedade marcada por profundas desigualdades sociais, avanços tecnológicos e constantes desafios à efetividade dos direitos fundamentais, torna-se inevitável refletir sobre o verdadeiro papel do profissional do Direito. A formação jurídica contemporânea exige muito mais do que domínio técnico das normas: requer sensibilidade para compreender a complexidade das relações humanas e o compromisso permanente com a  proteção da dignidade da pessoa humana.  

  Foi justamente essa reflexão que acompanhou minha participação no curso internacional de Direitos Humanos promovido pela EBRADI, em parceria com o IGC/CDH na Universidade de Coimbra. Muito além da excelência acadêmica, a experiência representou uma oportunidade de compreender que aprender sobre o Direito, significa, sobretudo, enxergar o ser humano para além dos processos, das leis e das decisões judiciais.  

  Nesse contexto, o presente artigo propõe uma reflexão sobre como a vivência acadêmica internacional contribui para a humanização da formação jurídica, aproximando teoria e prática na construção de uma justiça comprometida não apenas a igualdade formal, mas, sobretudo, com a efetivação da dignidade humana. 

  Ao percorrer os corredores  centenários da Universidade de Coimbra, tive a sensação de caminhar em dois tempos. Um deles representava toda a trajetória que me trouxe até ali; o outro simbolizava a profissional que desejo construir a partir dessa experiência.  Compreendi em Coimbra, que a defesa dos Direitos Humanos, pertence a cada pessoa disposta a reconhecer a humanidade no outro. Estou convencida de que meus ideais permaneceram os mesmos, mas entendi que a forma de concretiza-los exige mais escuta, educação, e sobretudo, humanidade. Afinal, nenhuma sociedade se torna verdadeiramente justa quando apenas alguns lutam pela dignidade de todos. 

  As aulas foram ministradas por professores cuja a atuação ultrapassava a transmissão de conteúdo técnico. Em cada exposição, percebia-se um compromisso genuíno com a formação de profissionais capazes de atuar como agentes de transformação social. Buscavam nitidamente formar aliados na defesa da dignidade humana.  

  Entre diversos momentos marcantes, destacou-se a reflexão proposta durante a aula dedicada ao direito das crianças. A discussão partiu de uma situação aparentemente simples; por que orientamos uma criança a nunca aceitar uma balinha de estranhos mesmo que essa disponha de todos recursos e acessos materiais, demostrando assim vulnerabilidade, e quando se trata de crianças que entram em caminhos tortuosos, no qual muitas vezes são, vitimas da fome, abandono, violência, negligencia, sua inocência não é julgada da mesma forma? Não são só crianças? Esse tipo de provocação nos conecta com o pensamento de Noberto Bobbio, em A Era dos Direitos, quando defende que o grande desafio contemporâneo não é justificar a existência dos direitos humanos, mas garantir sua efetividade. Evidenciando que a igualdade formal pouco significa quando crianças vivem realidades absolutamente distintas.  

  É possível afirmar, que o curso internacional de Direitos Humanos, despertou minha sede e minha fome de contribuir na construção de uma sociedade que faz jus ao documento – Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), especialmente o art. Primeiro: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.” 

  Para a conclusão dessa experiência enriquecedora e impar,  fomos agraciados com uma visita ao Tribunal de Justiça da cidade de Porto, no qual uma representação feita diante da Deusa da justiça permanecerá viva em minha memória. A ausência da tradicional venda nos olhos de Têmis, não simbolizava parcialidade, más vigilância. Segundo a reflexão proposta pelo magistrado que nos apresentou o Museu do Conflito: “A verdadeira justiça não fecha os olhos para a realidade; ela os mantêm abetos para impedir que desigualdades ocultas comprometam a igualdade que proclama proteger .” Essa imagem sintetiza uma compreensão contemporânea do Direito. Exige a atenção permanente às vulnerabilidade sociais e às barreiras que impedem o efetivo exercício dos direitos fundamentais. É nesse contexto que a equidade assume um papel essencial, permite que a igualdade jurídica se concretize de forma material e não apenas formal.  

  A reflexão diante da representação da deusa da justiça, conduziu-me à distinção clássica proposta por Aristóteles entre igualdade e equidade. Enquanto a primeira trata todos de forma idêntica, a segunda permite reconhecer as particularidades de cada situação para que o resultado seja verdadeiramente justo. 

‘A equidade permite corrigir situações em que a aplicação da lei literal da regra produziria injustiça” Aristoteles  Ética a Nicômaco, livro V, capítulo 10. 

Essa compreensão reforçou uma convicção que ja  orientava minha trajetória: promover a dignidade humana exige, muitas vezes, olhar além da igualdade formal. 

  Retornei ao Brasil, convicta de que a defesa dos Direitos Humanos não constitui defesa exclusiva do Estado, do Poder Judiciário ou da advocacia. Trata-se de uma responsabilidade compartilhada, construída diariamente por meio da educação, da empatia, do  compromisso coletivo. A estratégia mudou, ao compreender que a transformação social não depende apenas da correta aplicação das normas, mas da capacidade de formar uma cultura de respeito ao outro, em que cada indivíduo reconhece seu papel na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária. E como lição principal: O Direito somente cumpre sua verdadeira missão quando consegue enxergar, proteger e promover a dignidade de cada ser humano.  

  Não se volta de uma imersão desta natureza com os mesmos pensamentos. Obviamente. Somos convocados a uma missão ambiciosa de tornar o “mundo” um lugar melhor. No qual todas as pessoas são respeitadas, aceitas e inclusas no todo. Onde o outro importa sim. Somos Instigados a buscar novos conhecimentos, novos métodos. De repente nossa bagagem que anteriormente parecia condizente com a nossa vivência, torna-se insuficiente, rasa. Há muito à ser feito. Mas considero essa experiência o primeiro e quem sabe um dos mais importante passos na luta pela efetivação dos direitos fundamentais do ser humano.  

                                                                                                                              Joana Santiago 

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1. EBRADI é online?

A Escola Brasileira de Direito é 100% online. Todos os seus cursos são oferecidos na modalidade a distância. Para alunos de pós-graduação, inclusive, a avaliação é feita por meio de ferramenta online com reconhecimento facial para garantir a segurança e autenticidade.

2 Quando iniciam as aulas?

As aulas têm início imediato, após confirmação de pagamento. Exceto para cursos em pré-lançamento – neste caso consulte a data informada no site.

3. Qual a validade do diploma digital?

A assinatura digital é um conjunto de dados criptográficos incorporados a um documento. Por essa razão, precisa de estar no ambiente digital, uma vez que há necessidade de softwares e sistemas específicos ler e compreender estes dados criptografados. O papel não é capaz de guardar a criptografia que garante a autenticidade da certificação digital. O Diploma Digital é um XML com assinatura digital e carimbo de tempo ICP-Brasil. Ao imprimir, estes dispositivos deixam de existir e passam ser apenas uma cópia não assinada e sem validade jurídica. O MEC, preocupado com toda essa questão, elucidou esse problema ao permitir que os alunos tenham uma cópia impressa com as mesmas características do diploma físico, o que denominamos Representação Visual Diploma Digital – RVDD. Esta RVDD, terá as mesmas características do diploma físico que você conhece e que sua instituição adota. A diferença é que esta representação visual terá dois mecanismos para fazer essa ligação do mundo real para o virtup al. A RVDD apesar de não ser o diploma, ela é a interface para remeter, com auxílio do QR Code por exemplo, para onde estará o seu Diploma Digital dentro desse universo eletrônico, de forma rápida, prática e segura. Somente de posse do seu QR Code ou do código de validação do seu diploma será possível ter acesso ao seu XML do Diploma Digital.

4. O que significa “até 40% de bolsa”?

Significa que o percentual total máximo oferecido durante a campanha pode chegar até 40% de desconto. Essa condição será disponibilizada em cursos selecionados, para pagamento à vista ou em até 12 parcelas no cartão de crédito. O percentual aplicável e o valor final serão informados na página de cada curso.
Campanha válida para novas matrículas realizadas de 01/08/2026 a 31/08/2026.

5. Todos os cursos de pós-graduação possuem 40% de bolsa?

Não. Todos os cursos participantes terão bolsa de, no mínimo, 25%.
Em cursos selecionados, a bolsa inicial será maior e, com a aplicação do desconto adicional de 15% vinculado à forma de pagamento, o benefício total chegará a 40%.

6. Como funciona e quais formas de pagamento dão direito aos 15% adicionais?

O desconto adicional de 15% será concedido para pagamentos realizados à vista ou em até 12 parcelas no cartão de crédito (consumindo o limite do cartão).
Os percentuais são aplicados sucessivamente, e não somados.

7. Por que uma bolsa de 25% mais 15% não corresponde a 40%?

Porque o desconto adicional de 15% incide sobre o valor que já recebeu a bolsa inicial, e não sobre o preço original.
Por exemplo, em um curso com preço de referência de R$ 1.000,00:
• após a bolsa de 25%, o valor passa a ser R$ 750,00;
• o desconto adicional de 15% corresponde a R$ 112,50;
• o valor final será de R$ 637,50;
• o benefício total efetivo será de 36,25%.
Nos cursos selecionados, a bolsa inicial será superior, permitindo que o benefício total alcance 40%.

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